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"Cada um hospeda dentro de si uma águia.
Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo
existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização
que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como
vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de
nossa própria saga? Este livro sugere caminhos, mostra uma direção e projeta um sonho
promissor".
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"Dias Gomes em A Invasão segue uma linha
criadora da mais significativa importância social ao focalizar o drama intenso e amargo
dos sem-casa. O teatro de Dias Gomes vai à raiz dos problemas que afligem a população brasileira e, conseguindo equacioná-los de forma clara, coloca suas soluções ao alcance de todos aqueles que busquem resolvê-los realisticamente". |
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"O céu já tem anjos demais vem preencher um espaço até então desatendido. Os jovens são, sem dúvida, o maior número de agentes e de vítimas dos acidentes de trânsito em nosso país. Com uma linguagem leve e coloquial, rica em expressões jovens, colocando-lhes sutilmente mensagens positivas de prudência, respeito e amor aos semelhantes, além de induzi-los a evitar o egoísmo, a prepotência, a agressividade e a bebida alcoólica ao dirigir veículos, Rosane Frerichs demonstra como é vantajoso obedecer e respeitar as regras e a sinalização de trânsito, garantia da ordem social, dos direitos individuais e da própria vida".
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"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado. E, entre todos eles, talvez nenhum tenha ficado tão famoso quanto este, o Sonho de uma noite de verão". |
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"Poesia inteiramente brasileira, haurida na
língua dos selvagens. Lábios de mel, cabelos negros como graúna, sorriso doce como o favo da jati. Fascinado por tamanhos encantos, Martim, o valente guerreiro branco, apaixona-se por Iracema, a virgem tabajara. A lenda da fundação do Ceará narrada com tocante singularidade por Alencar. Um poema de exaltação à natureza e à força das tradições indígenas".
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"O amor transforma uma simples ajudante de
cabelereiro na persistente Pomba Enamorada, numa espera sem fim. Um homem à beira da
morte vê num colar de pérolas a saída para suspender o esquecimento inevitável da
mulher que ainda é sua. A lembrança do primeiro amor de uma menina atravessa os anos
encerrada num enfeite de cerejas de cera. Uma bolha de sabão paira no ar, transparente,
fregilíssima, e no entanto impenetrável. Banal, sublime, vago, fulminante... O amor tem todas as formas e está em toda parte. Mas é sempre mistério. Lygia Fagundes Telles, com a mestria de sua arte, sonda as profundezas desse abismo. Não para desvendar-lhe o segredo, mas para nele mergulhar o leitor. Nos oito contos deste livro, mesmo quando não mencionado, o amor é o personagem principal".
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"Seria o dinheiro capaz de acabar com uma paixão? A envolvente história de encontros e desencontros entre Aurélia e Fernando mostra uma das respostas possíveis a esta indagação sempre atual, dada por José de Alencar. Romance de costumes que reflete a decadência de valores do Segundo Império, Senhora representa o auge da ficção urbana do autor". |
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"Esta coletânea reúne os melhores trechos
da obra poética de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). Escrita sob o signo da dor
causada pela separação da amada, Marília de Dirceu revela ao leitor um universo lírico
e sentimental repleto de paisagens e temas bucólicos. Já as Cartas Chilenas criticam, em
tom de sátira, a corrupção e o despotismodos governantes".
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"O marido, a mulher, o amigo
íntimo. Adultério? Esta dúvida, que corrói o espírito do narrador de Dom Casmurro,
pode ser esclarecida? Neste romance, Machado de Assis propõe um surpreendente enigma,
enquanto focaliza com habitual ironia a sociedade de seu tempo e apresenta algumas das
personagens mais perfeitas da ficção brasileira".
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"O cotidiano miserável de uma habitação coletiva em fins do século passado, apresentado com uma objetividade implacável, é o centro da trama de O Cortiço. Obra máxima de Aluísio Azevedo, este romance representa a maturidade de um escritor preocupado em registrar e analisar à luz da Ciência as mazelas da sociedade brasileira". |