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Civilizações da
Mesopotâmia

 

        Mesopotâmia (entre rios)

        Referente a região situada no centro geográfico do Oriente próximo, entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, no atual território do Iraque.
        A Mesopotâmia constituía uma passagem natural entre a Ásia e o Mediterrâneo, atravessada constantemente por caravanas de mercadores.
        A Mesopotâmia foi o núcleo do processo civilizatório que se difundiu pelas regiões periféricas do Oriente.
        As civilizações que ocuparam a Mesopotâmia foram a dos sumérios, acádios, ameritas (babilônicos), assírios e caldeus:

        Sumérios – a história desse povo está envolta em muitas lendas – o que parece certo é que os sumérios nos tempos pré-históricos , já utilizavam formas primitivas de irrigação.
        Organizaram-se em cidades-estados, cujo as principais foram Vruk e Lagash. Cada cidade-estado era dirigida por um patesi, auxiliado pela aristocracia (sacerdotes e burocratas). A primeira dinastia que podemos considerar é a de UR.
        Tudo leva a crer que teriam sido os sumérios os criadores da escrita cuneiforme, e que o seu sistema de direito consuetudinário (direito dirigido pelo costume).

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Números Sumerianos


        Acádios – O primeiro império da Mesopotâmia foi estabelecido por um povo semita conhecido pelo nome de sua capital, Acad, situada em algum ponto da região entre os rios Tigre e Eufrates, próxima à Babilônia. A língua acádia é o elemento mais conhecido desse povo, que foi assimilado pela população suméria, dominante na região.

        Antigos babilônicos – até 2000 a.C. aproximadamente a cidade de Babilônia não tivera nenhum papel de destaque na Baixa Mesopotâmia. Com o governo de Hamurábi, a partir de 1792 a.C., a Babilônia conquistou toda a Baixa Mesopotâmia.
        Foi durante o seu governo que ocorreu o maior desenvolvimento da agricultura, com a construção de grandes canais de irrigação, o que contribuiu para o surgimento de uma Monarquia despótica e teocrática.
        A organização econômica baseada nos templos e palácios sempre foi fundamental, pois além de possuírem as melhores e maiores extensões de terra, os sacerdotes e funcionários estatais submetiam as comunidades locais ao pagamento de tributos.
        No período de Hamurábi houve um certo desenvolvimento da propriedade privada e particularmente as atividades ligadas ao comércio.
        A principal realização cultural desse período foi o código de Hamurábi, baseado no direito sumério e que tinha por finalidade consolidar o poder do Estado.
        A sociedade foi dividida em 03 grupos: os homens livres, os escravos e um grupo intermediário pouco conhecido os MUSHKHINUM.
        Um dos princípios do código era a lei de talião, que dizia: "Olho por olho, dente por dente".

        Assírios – os assírios habitavam a Alta Mesopotâmia. Eram de origem semítica. O mais provável é que, até o reinado de Hamurábi, a Assíria tenha sido composta por uma série de cidades-estados, tais como Assur e Nínive.
        Por volta do séc. XIV a.C., Assur-Ubalit criou o império assírio, iniciando uma série de lutas contra seus vizinhos para o domínio de novas terras.
        No séc. XII a.C. a Assíria transformou-se em grande potência, tendo três séculos mais tarde, conquistado o que restava do domínio dos cassitas na Mesopotâmia. Todo o mundo civilizado do Médio Oriente foi conquistado pelos assírios: Síria, Fenícia, Israel e Egito.
        Não havia grande estabilidade interna, suas fronteiras eram freqüentemente pressionadas pelos invasores Medos e escitas e também por constantes revoltas dos povos dominados contra altos tributos.

       Caldeus – sob o governo de Nabopalassar, os caldeus aliaram-se aos medos, o que consolidou a independência da Babilônia.
        Foi Nabucodonosor, porém, que o império caldeu atingiu o seu apogeu. A Síria e a Palestina foram definitivamente conquistadas e os hebreus foram levados como escravos para a Babilônia, episódio que recebeu o nome bíblico de "cativeiro babilônico"
        A cidade da Babilônia tornou-se o maior centro cultural e comercial do Oriente com a construção de palácios e jardins suspensos.

         Características gerais

        Na Mesopotâmia a propriedade privada nunca foi a forma de produção dominante. Os indivíduos só eram usufruterários da terra enquanto membro da comunidade. O controle das cheias do Tigre e do Eufrates exigia trabalhos muito mais complexos e esforços coletivos.
        Apesar da agricultura ser a principal atividade econômica, também o artesanato (os metais) e o comércio atingiram grande desenvolvimento.

       Galeria

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Ruínas da Babilônia

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Código de Hamurábi

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