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Civilização
Egípcia
Entre as primeiras civilizações orientais
pertencentes ao modo de produção asiático, baseadas na servidão coletiva, a egípcia
sobressaiu-se como uma das mais grandiosas e a mais duradoura. Marcada pelas grandes obras
hidraúlicas (canais de irrigação, diques), fundamentais para a agricultura, a
civilização egípcia contava com um Estado despótico regido por um Faraó.
Situada no nordeste da África, numa região
predominantemente desértica, a civilização egípcia desenvolveu-se no fértil vale do
Nilo, beneficiando-se do seu regime de cheias. As abundantes chuvas que caem durante
certos meses na nascente do rio, ao sul do território egípcio (atual Sudão), provocam o
transbordamento de suas águas. Essas cheias, ao ocuparem as margens do rio, depositam ali
o húmus fertilizante. Terminada a época chuvosa, o rio volta a seu curso normal e a
terra fica pronta para uma agricultura satisfatória.
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"O Egito é uma dádiva do Nilo". Frase de autoria do historiador grego Heródoto, que explica que o regime de cheias do rio possibilitou um amplo desenvolvimento da civilização egípcia ao garantir as práticas agrícolas. Fato esse, só possibilitado pelo trabalho humano, tendo como exemplo, as grandes obras hidráulicas (canais de irrigação e diques). |
Isso favoreceu o surgimento das primeiras aldeias neolíticas no vale do Nilo, formando os
nomos, comunidades que eram independentes e desenvolviam uma agricultura
rudimentar e tinham como chefes os nomarcas. O crescimento da população e o
aprimoramento agrícola possibilitaram o nascimento das primeiras cidades.
Para agregar esforços, na construção de
diques e canais de irrigação, foi imposto a união dos nomos, formando o Alto Egito (ao
sul do Nilo) e o Baixo Egito (ao norte). Menés unificou o Baixo e o Alto Egito,
tornando-se o primeiro Faraó da civilização Egípcia, subordinando 42 nomos.
A unificação marcou o início do período
pré-dinástico. O Faraó concentrou todos os poderes em suas mãos e se apropriou de
todas as terras, sua população tinha que lhe pagar impostos e servi-lo. Para solidificar
totalmente seu poder usou a religião como uma arma importante, passando a ser considerado
um deus vivo e sendo cultuado como tal. Daí, classificamos o regime político do Egito
antigo como sendo uma monarquia teocrática.
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